Residência Artística
Dan Pelegrin Ateliê
Programa 2025
As residências artísticas no Ateliê serão admitidas mediante candidaturas propostas por iniciativa dos(as) artistas ao longo de todo o ano e em chamadas públicas (Open Call) abertas para períodos e projetos específicos.
Residência em andamento: agosto a novembro de 2025
Próxima residência: Ainda indefinida
O programa prevê os seguintes tipos de residência artística:
- Residência com ateliê e alojamento: O residente irá participar de toda programação do ateliê, morando no local;
- Residência com ateliê: O residente irá frequentar por um período preestabelecido as atividades do ateliê sem morar no local;
- Residência on-line : O residente deverá participar das atividades do ateliê de forma remota, com a possibilidade de algumas visitas presenciais.
As residências têm duração de 1 a 4 meses, ou por períodos mais longos dependendo das propostas e projetos a serem desenvolvidos pelos candidatos.
As residências se pautam pelas experiências do artista Dan Pelegrin com ateliês livres, espaços onde os candidatos fazem imersões para desenvolverem projetos, ideias e trabalhos de forma livre e colaborativa.
Os candidatos terão acompanhamento e divulgação dos projetos e trabalhos desenvolvidos durante a sua estadia.
A experiência inclui:
- Consultoria, tutoria aos projetos e trabalhos. Esse acompanhamento é feito pelo artista Dan Pelegrin, por arte educadores, curadores dentre outros convidados;
- Apoio à realização dos trabalhos com adequação dos espaços do ateliê, visitas e encontros com outros artistas, curadores, pesquisadores e galeristas convidados;
- Participação em palestras e encontros;
- Visitas guiadas a patrimônios ambientais e culturais que possam despertar o interesse para pesquisa e trabalho do residente;
- Divulgação no blog, nas redes sociais, com entrevistas, documentação das várias etapas do trabalho e de outras atividades a exemplo de exposições e apresentações públicas, estúdio aberto etc.
O Ateliê poderá apoiar candidatos que, sendo aceitos em residência, busquem financiamento ou bolsas de estudo para desenvolverem seus trabalhos.
Ateliê :

Processo de preparação de telas, de tinta óleo artesanal, de pintura e de realização da oficina em colégio da rede pública de Fortaleza -
Projeto Ateliê
Artistas em residência : Bia Mourão, Gabi Mota e Iza Daltro.
Modalidade: Residência com ateliê e on-line.
Projeto: STUM Residência Artística
Duração : De fevereiro a maio de 2025
STUM residência 2026/01:
Amanda Nunes (Ceilândia, DF, 1995) é artista visual e design. Nascida em uma família de retirantes, na periferia do Distrito Federal, atravessou para o interior do Ceará aos 8 anos de idade. Em território cearense, onde vive atualmente, construiu sua narrativa e habilidades artísticas. É graduada em Design Gráfico, 2017. Em 2021, passou a integrar o circuito oficial de arte contemporânea com o trabalho “O Mito das Almas Gêmeas”, a partir da exposição coletiva ‘Corpo Crivado de Estrelas’ na galeria Leonardo Leal. Em 2022, foi convidada a participar de um dos maiores eventos de moda da América Latina, a São Paulo Fashion Week, onde pintou um mural de 207m2. Em 2023, teve sua primeira obra, “Mistério do Planeta”, compondo o acervo da Pinacoteca Estadual do Ceará. Em 2024, participou do Laboratório de Pesquisa do Porto Iracema das Artes, onde passou a desenvolver sua pesquisa “Como Criar Seu Altar”, que investiga a ligação do catolicismo popular com as lutas anticoloniais latinoamericanas e a utilização da fé como linguagem de resistência, com tutoria de Panmela Castro. Sua obra carrega referências da arte sacra, popular e do surrealismo, discutindo o registro e o resgate da memória de um corpo marginalizado, acolhendo seus sentimentos, criando possibilidades de pertencimento e fabulando um futuro digno.
Nessa residência Amanda irá criar uma pintura a óleo sobre tela de 70 X 100 cm. A artista cria, mobiliza e evoca campos simbólicos nos quais corpos, natureza e espiritualidades se inter-relacionam. A interseccionalidade presente em seus vocabulários visuais integra não só referências de múltiplos deslocamentos e vivências em diferentes territórios, mas também elementos da arte popular brasileira, do pós-surrealismo latino-americano e de cosmovisões afro-indígenas.
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Mell (Tamboril, CE, 2005). Artista visual, graduanda em Artes Visuais pelo IFCE. Trabalha com desenho e pintura desde 2022. Em 2023 participou de mostra na Vila das Artes em Fortaleza. Em 2025 participa da 14 Mostra 8 de Maio, na Galeria Antônio Bandeiro no CCBN, Fortaleza e da Mostra STUM na Galeria Absurda.
Mell criará uma pintura a óleo sobre tela de 50 x 70 cm, usando suas experiências pessoais como tema, incorporando elementos da vida cotidiana e referências culturais na composição.
Pinturas a óleo sobre tela.
Painel metamorfose, 2025
Óleo sobre tela
40,0 × 20,0cm
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STUM residência 2025/02:
Artistas em residência: Felipe Iése, Hécida Mayunne e Júlia Gondim
Júlia Gondim (Fortaleza, CE, 1990) é artista visual e advogada. Movida por uma curiosidade constante sobre as possibilidades do corpo e da mente, encontrou na arte uma forma de expressar suas inquietações sobre o que é ser humano — material e psicologicamente. Em seus desenhos e pinturas, cria rostos, corpos, máscaras, seres e formas que refletem tanto o essencial quanto as particularidades da existência. Seu processo, intuitivo e orgânico, busca traduzir emoções universais e aquilo que nos move a todos: a incessante procura por sentido. Começou a atuar em 2015 com publicações de trabalhos nas redes sociais.
Júlia pintará ao vivo, utilizando a improvisação e a espontaneidade, de acordo com as ideias que surgirem em contato com o público, enquanto ouve músicas, etc., criando uma obra única ao longo da apresentação que não poderá ser reproduzida novamente. Para esta ação, Júlia utilizará uma tela de algodão de 150 x 200 cm, que será pintada com tinta acrílica.
Fotos da performance e retoques no ateliê,
A Espera, 2025
Tinta acrílica sobre tela
150 X 200 cm
Preparação de tela e pintura com tínta acrílica.
Zona de Ordem, 2025
Acrílica sobre tela
40 X 60 cm
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Hécida Mayunne (Fortaleza, CE, 2003). Artista visual, graduanda em Artes Visuais pelo IFCE. Trabalha com desenho e pintura desde 2022, tendo também experiências com oficinas, curadoria, arte educação e ilustração no Museu da Fotografia e expografia na Galeria da Casa Absurda. Em 2023 criou e gerencia a Hecobag, marca com espaço no Instagram e em feiras que visa a difusão e comercialização de trabalhos estampados e pintados a mão. Em 2025 participa da 14 Mostra 8 de Maio, na Galeria Antonio Bandeiro no CCBN e da Mostra Stum na Galeria Absurda, ambas em Fortaleza em 2026 da Mostra Stum em Guaramiranga, CE.
Nesta residência, Hécida vai criar algumas obras, em técnica mista sobre tela, fazendo uma pesquisa fotográfica do cotidiano do bairro onde mora, “um mergulho sensível no dia a dia do bairro”, a partir das memórias afetivas da feira de sexta. Para ela, "o trabalho buscará traduzir visualmente as camadas de memória, afeto e resistência presentes nas paisagens, feira e relações que compõem o Quintino Cunha. Será uma tentativa de transformar em imagem o que pulsa na vivência e oralidade local."

Processos de pintura de tela com utilização de tinta acrílica, foto de pesquisa e preparação de tela.
Sr. Pedro o Tio do Repolho, 2025
Acrílica sobre tela
75 X 55 cm
Processos de pintura de tela com utilização de tinta acrílica. Desenho com bico de pena.
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Felipe Iése (Fortaleza, CE, 1993) Artista não binária e afeminada, desenha, pinta e produz figurinos e modelos. Fez curso técnico em artes visuais no Porto Iracema das Artes (2022). Trabalha desde 2016 com trabalhos que abordam a natureza, o cotidiano e as experiências de ser bicha na sociedade, trazendo para as obras a poética do isolamento/exclusão e as emoções que sente. Desde 2016, tem participado de exposições, coletivos de artistas, ações sociais e projetos de arte educação. É gestora e criadora da Galeria Cajueira, espaço digital no Instagram onde posta trabalhos, produzindo diversos tipos de conteúdo, mas tentando fazer tudo com jeito e singularidade, na busca por identidade e fuga das pressões dos algoritmos das mídias sociais.
Para Felipe Iése, "a não-binariedade é abordada aqui como caminho do que posso ser, como possibilidade existencial do meu corpo e como crítica a esse CIStema binário, impositivo e opressor não só dos corpos dissidentes, mas também dos que diz comtemplar. Os signos aqui utilizados têm como proposta mostrar a existência de um corpo que difere, um corpo que apesar de tudo resiste e prospera.
Pensando na técnica, utilizarei tinta acrílica para produzir minha obra em uma tela de algodão 100 X 100 cm. Nesse trabalho decidi ser literal e usar as cores da bandeira da não binariedade e da bandeira trans, também o vermelho para dar um toque dramático."
Processo de pintura de tela tinta acrílica sobre tela.
Tudo que move é sagrado, 2025
Tinta acrílica sobre tela
100 X 100 cm
Estudos e trabalhos de pintura com tinta acrílica sobre tela.
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STUM residência 2025/01
Iza Daltro (Chapada dos Guimarães, MT, 2007). Estudante em artes visuais (UFPE). Pesquisa e produz desenhos e pinturas, tendo também interesse pela fotografia. Fez sua primeira participação na exposição coletiva “Pequenos trabalhos não são trabalhos pequenos” (sede do Teatro Máquina), em Fortaleza em 2015. Em 2017 confeccionou material gráfico para o espetáculo de dança Folharal, de Emyle Daltro, que aconteceu no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, CE. Ganhou prêmio de desenho no Fórum de Filosofia no Colégio Canarinho em 2023, participou da exposição Escondidos no Caminho – Aisthesis da Pareidolia no MAUC (Museu de Arte da UFC) com Dan Pelegrin tendo fotografia publicada no livro da mesma mostra, participou também da Mostra 8 de Maio no Centro Cultural do Banco do Nordeste e da I Mostra Absurda de Artes Visuais na Galeria Absurda em Fortaleza, CE.
Para essa residência Iza produziu oito ilustrações no tamanho 210 X 148 cm na técnica acrílica e aquarela sobre papel. As ilustrações serão publicadas no livro de Alice Primo (11 anos) intitulado Maré. O livro aborda temas como amizade, aventura, magia e transita pela literatura fantástica, um gênero que tem características a exemplo de elementos extraordinários e sobrenaturais, como animais falantes, objetos animados etc.
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Maré, 2025
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Gabi Motta (São Luiz, MA, 1989). Artista neurodivergente multidisciplinar, graduanda em artes visuais (Bacharelado Anhanguera, SP), atualmente produz e pesquisa desenho, pintura, customizações, colagens, ilustrações, esculturas e estampas. Possui também formação técnica em fotografia, vivência em fitotipia (Esboços, Retratos e Impressões sobre Folhas – Pinacoteca, CE) e formação em dança (Porto Iracema das Artes). Atua desde 2022, com três exposições individuais em lojas e estúdio.
Para a residência, Gabi criará uma tela com o título - Cazumbá, o Brincante da Madrugada - medindo 160 x 240 cm, utilizando tinta acrílica, paetês e miçangas sobre tela. Segundo Dantas, "os Cazumbás são manifestações culturais tradicionais de São Luiz do Maranhão, trazendo um sincretismo cultural que mescla elementos das tradições indígenas, africanas e européias, além de serem símbolos da riqueza artística e folclórica da região, com cores vibrantes e padrões complexos que refletem a diversidade cultural, desempenham um papel fundamental na cultura maranhense durante as festividades do Bumba Meu Boi.

Processo de preparação da tela com utilização de base para tela e gesso acrílico. Esboço para o trabalho e processo de pintura do trabalho.
Cazumbá - O Brincante da Madrugada, 2025
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Bia Mourão (Nova Russas, CE, 2000) é artista visual e arteterapeuta. Trabalha com pintura e crochê. Suas obras refletem sua trajetória interligada à nostalgia, positiva ou negativa, na construção psíquica do ser presente. Com isso, relembra vividamente suas raízes e vivências cotidianas em sua cidade natal, formando uma pesquisa contínua que integra seus trabalhos. Atua de forma autodidata desde 2023, com participação na mostra 8 de Maio (Centro Cultural Banco do Nordeste), Tude Nude (Galeria da Casa Absurda), e Caminhos Cruzados (Ateliês do Pocinho) em 2024
Nesta residência, Bia Mourão pintará uma obra de 50 x 70 cm, utilizando tinta a óleo sobre tela. Ao retratar a si mesma na primeira infância, Bia Mourão traz o cotidiano das festas de aniversário no interior do Ceará, mais especificamente em Nova Russas. Os retratos, cuidadosamente escolhidos de seu acervo, trazem o lúdico das primeiras descobertas e o carinho que as famílias dispensam às crianças dessa idade.
Esboço para o trabalho, processo de ampliação para tela.
Vó Maricota me vestia quando eu era criança, 2025
*Site em contrução
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