Amanda Nunes




Amanda Nunes (Ceilândia, DF, 1995) é artista visual e design. Nascida em uma família de retirantes, na periferia do Distrito Federal, atravessou para o interior do Ceará aos 8 anos de idade. Em território cearense, onde vive atualmente, construiu sua narrativa e habilidades artísticas. É graduada em Design Gráfico, 2017. Em 2021, passou a integrar o circuito oficial de arte contemporânea com o trabalho “O Mito das Almas Gêmeas”, a partir da exposição coletiva ‘Corpo Crivado de Estrelas’ na galeria Leonardo Leal. Em 2022, foi convidada a participar de um dos maiores eventos de moda da América Latina, a São Paulo Fashion Week, onde pintou um mural de 207m2. Em 2023, teve sua primeira obra, “Mistério do Planeta”, compondo o acervo da Pinacoteca Estadual do Ceará. Em 2024, participou do Laboratório de Pesquisa do Porto Iracema das Artes, onde passou a desenvolver sua pesquisa “Como Criar Seu Altar”, que investiga a ligação do catolicismo popular com as lutas anticoloniais latinoamericanas e a utilização da fé como linguagem de resistência, com tutoria de Panmela Castro. Sua obra carrega referências da arte sacra, popular e do surrealismo, discutindo o registro e o resgate da memória de um corpo marginalizado, acolhendo seus sentimentos, criando possibilidades de pertencimento e fabulando um futuro digno.



Amanda Nunes cria, mobiliza e evoca campos simbólicos nos quais corpos, natureza e espiritualidades se inter-relacionam. A interseccionalidade presente em seus vocabulários visuais integra não só referências de múltiplos deslocamentos e vivências em diferentes territórios, mas também elementos da arte popular brasileira, do pós-surrealismo latino-americano e de cosmovisões afro-indígenas.




‘apesar de tudo, agradecer por tudo até aqui’
2024
óleo sobre tela
60x80cm


Suas práticas pictóricas operam formulando respostas anticoloniais; em algumas obras, desloca sacralidades de estruturas institucionais para experiências cotidianas e para corpos historicamente marginalizados. A artista mobiliza elementos autobiográficos — de sua trajetória com origem nas periferias às suas vivências de deslocamentos para grandes centros urbanos — como dispositivos de elaboração estética e política.




Primeiro Ato – O fim
2023
Tinta acrílica sobre tela
80 X 60 cm


Em murais de grande escala ou em obras feitas em ateliê, Amanda cria ecologias onde as visualidades tensionam ou se posicionam em fronteiras. Esse “entre” cria relações baseadas em interdependências e múltiplos cuidados. Entre futuros possíveis e horizontes utópicos, alguns trabalhos se inserem no debate contemporâneo sobre imaginação como prática crítica e sobre a ampliação dos repertórios simbólicos no campo da arte brasileira



* Em construção

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